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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

As delicias de ser BISAVÓ

Quando cheguei em Goiânia, há 41 anos atrás, ouvi muitas vezes a frase "MELHOR QUE MAMÃOSINHO COM MEL" e fiquei  pensando o que poderia se melhor que isso, eu, que não conhecia nem mamão. Tinha que ser muito bom mesmo, para se tornar um ditado tão usado.
Cheguei, com 4 filhos, jovens, adolescentes e um de sete anos. Todos se casaram com moças daqui.         

Depois vieram os netos, que são a nossa alegria, mas eles cresceram, e hoje têm sua casa, sua família, sua vida. Muito tempo sem  crianças na casa da vó. A vida continua ativa, cheia de coisas, de bênçãos e de  prazer.

O tempo passou, e eu esqueci do mamãosinho com mel.

Depois já com 78 anos, eu descobri.  Muito, muito, muito melhor do que qualquer coisa, mil vezes,  é um  bisnetinho no colo. Agora,  vida está tranqüila, cada um curtindo sua família, a bisa tem tempo para  parar, pensar, sonhar e  usufruir o os seus mamõesinhos, com muito mel.

Não há calor humano, nem em sonho, que se compare com aquele pesinho; aquela pequena gente, que tem um pedacinho da nossa continuidade, sorrindo. 

Mas são um pedacinho do nosso amor, hoje já são  quatro, que Deus nos permitiu ver, abraçar, apertar, cheirar, beijar e amar

A gente fica  pensando:  eu  fu i  assim. Meus  filhos foram assim, meus netos também, e agora, este serzinho, lindo e perfeito, crescendo à nossa volta, é a prova palpável de que Deus é único, maravilhoso  e fiel.

A gente pega  este bebezinho pequeno, indefeso,  que aceita nosso colo com toda confiança,  e a  bisa se alegra com cada progresso, com cada etapa, curte cada novidade , o primeiro dente , o primeiro passinho,e fica muito feliz.

Mamãe  e vovó, se preparem para esta grande alegria que certamente vocês terão um dia. Com muito amor da Bisa

Muito melhor que mamãosinho com  mel.

2 comentários:

Robert Freitas disse...

Se eu mostrar esse post pra mamãe, hoje mesmo ela vai querer que eu me case e dê logo um neto pra ela, como ela tem feito quase todos os dias.

Cristiane disse...

Ah! Que coisa linda, Dona Léa!
Vou estar sempre por aqui.
Saudades.
Tchu